sexta-feira, 26 de abril de 2013

REINO FUNGI: OS FUNGOS

REINO FUNGI: FUNGOS I. INTRODUÇÃO O reino Fungi é um grande grupo de organismos eucariotas, cujos membros são chamados fungos, que inclui micro-organismos tais como as leveduras e bolores, bem como os mais familiares cogumelos. Os fungos são classificados num reino separado das plantas, animais e bactérias. Uma grande diferença é o fato de as células dos fungos terem paredes celulares que contêm quitina, ao contrário das células vegetais, que contêm celulose. O ramo da biologia dedicada ao estudo dos fungos é a micologia. II. HABITAT Os fungos têm uma distribuição mundial, e desenvolvem-se numa grande variedade de habitats, incluindo ambientes extremos como desertos ou áreas com elevadas concentrações de sais ou radiações ionizantes, bem como em sedimentos de mar profundo. Alguns podem sobreviver às intensas radiações ultravioleta e cósmica. A maioria desenvolve-se em ambientes terrestres, embora várias espécies vivam parcial ou totalmente em ambientes aquáticos. III. MORFOLOGIA 1) A maioria dos fungos desenvolve-se como hifas, que são estruturas filamentosas, cilíndricas, com 2 a 10 µm de diâmetro e até vários centímetros de comprimento. 2) A combinação do crescimento apical com a ramificação/bifurcação conduz ao desenvolvimento de um micélio, uma rede interconectada de hifas. IV. CRESCIMENTO Os fungos são considerados heterotróficos, organismos que dependem exclusivamente do carbono fixado por outros organismos para o seu metabolismo. Os fungos desenvolveram um grau elevado de versatilidade metabólica, o que lhes permite utilizar uma variedade de substratos orgânicos para o seu crescimento, incluindo compostos simples como nitrato, amônia, acetato, ou etanol. V. REPRODUÇÃO 1) ASSEXUADA: por meio de esporos vegetativos (conídios) ou através da fragmentação do micélio é comum; ela mantém populações clonais adaptadas a um nicho ecológico específico. 2) SEXUADA: com meiose existe em todos os filos de fungos, exceto Glomeromycota. Alternância de gerações. VI. FILOS Os filos principais (por vezes chamados divisões) dos fungos foram classificados sobretudo com base nas características das suas estruturas reprodutoras. Correntemente, são propostos sete filos: 1) Microsporidia: Parasitas unicelulares de animais e protistas, são fungos endobióticos altamente derivados (vivem nos tecidos de outra espécie). 2) Chytridiomycota: Produzem zoósporos capazes de movimento ativo através de fases aquosas, com um único flagelo. 3) Blastocladiomycota: São saprófitas, alimentando-se de matéria orgânica em decomposição, e são parasitas de todos os grupos eucariotas. 4)Neocallimastigomycota: São organismos anaeróbicos, vivendo no sistema digestivo de grandes mamíferos herbívoros e possivelmente em outros ambientes terrestres e aquáticos. 5) Glomeromycota: Formam micorrizas arbusculares, uma forma de simbiose na qual hifas fúngicas invadem células das raízes de plantas e ambas as espécies beneficiam do aumento resultante no fornecimento de nutrientes. 6) Ascomycota: Formam esporos meióticos chamados ascósporos, envolvidos por uma estrutura semelhante a um saco chamada asco. Este filo inclui o gênero Morchella, alguns cogumelos e trufas, leveduras unicelulares (por exemplo dos gêneros Saccharomyces, Kluyveromyces, Pichia, e Candida), e muitos fungos filamentosos que vivem como saprófitas, parasitas, e simbiontes mutualistas. Entre os gêneros de ascomicetes mais importantes e relevantes incluem-se Aspergillus, Penicillium, Fusarium, e Claviceps. 7) Basidiomycota: Vulgarmente chamados fungos de bastão ou basidiomicetes, produzem meiósporos chamados basidiósporos em estruturas chamadas basídios. A maioria dos comuns cogumelos pertence a este grupo. VII. SIMBIOSE 1) Com as plantas 2) Com algas e cianobactérias 3) Com os insetos VIII. APLICAÇÃO 1) Antibióticos: Muitas espécies produzem metabolitos que são fontes importantes de drogas farmacologicamente ativas. Particularmente importantes são os antibióticos, incluindo as penicilinas. 2) Usos alimentares: A levedura de padeiro ou Saccharomyces cerevisiae, um fungo unicelular, é usado para fazer pão e outros produtos à base de trigo. IX. MICOSES 1) Superficiais: • Pitiríase versicolor: Apresenta-se como manchas hipo ou hiperpigmentada, descamativas geralmente no tórax, pescoço e braços em adultos jovens, sem distinção de sexo. • Piedra branca: Nódulos fracamente aderidos aos cabelos ou pelos de cor branco-amarelado. • Piedra negra: Micose que se caracteriza clinicamente pelo aparecimento, nos cabelos e raramente em outros pelos do corpo humano, de nódulos endurecidos e de coloração escura. 2) Cutâneas: • Dermatofitoses: Tinhas (pés, mãos, barba, unha e couro cabeludo) • Candidíase: O habitat da Candida é bastante amplo, no homem essa levedura habita a mucosa digestiva e por contiguidade a mucosa vaginal. 3) Subcutâneas: • Cromomicose: Infecção crônica, granulomatosa, caracterizada por lesões nodulares, verrucosas, papilomatosas, por vezes ulceradas, localizadas, preferencialmente nos membros inferiores. • Esporotricose: É uma infecção de evolução sub-aguda ou crônica, caracterizada por pequenos tumores subcutâneos (gomas), que tendem à supuração e ulceração. 4) Sistêmica: • Paracoccidioidomicose: Trata-se de infecção granulomatosa de evolução crônica, com grande polimorfismo clínico, onde as formas pulmonares e cutâneo-mucosas predominam, seguindo-se outros órgãos, como gânglios linfáticos, suprarrenal, baço fígado, intestinos, ossos, 5) Oportunista: • Criptococose: Infecção subaguda ou crônica, de comprometimento pulmonar, sistêmico e do sistema nervoso central, causado pelo Cryptococcus neoformans. A infecção primária no homem é sempre pulmonar, devido a inalação do fungo da natureza. http://n.i.uol.com.br/licaodecasa/ensfundamental/ciencias/fungosadb2.jpg

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