quarta-feira, 7 de março de 2012

SISTEMA DIGESTÓRIO


FISIOLOGIA ANIMAL: NUTRIÇÃO





I. INTRODUÇÃO

              É a capacidade de o organismo obter do ambiente matéria prima para a construção do corpo e a realização de suas atividades.

              A digestão é a quebra do alimento em nutrientes, para um melhor aproveitamento do mesmo.



II. NUTRIENTES

·         Carboidratos;

·         Lipídios;

·         Proteínas;

·         Vitaminas;

·         Sais minerais.



III. TIPOS DE DIGESTÃO

·         Intracelular (poríferos e protozoários);

·         Extracelular (cnidários e platelmintos, com exceção dos parasitas – tênias, esquistossomos);

·         Cavidade digestória (hidra – cnidário): tubo digestório incompleto;

·         Tubo digestório completo (a partir dos nematódeos – lombriga).



IV. ETAPAS DA NUTRIÇÃO

·         Ingestão: introdução do alimento;

·         Digestão: transformação do alimento;

·         Absorção: entrada das substâncias na célula;

·         Egestão: eliminação dos resíduos.



V. SISTEMA DIGESTÓRIO HUMANO

              * Boca, Faringe, Esôfago, Estômago, Intestino delgado, Intestino grosso, reto     e ânus: órgãos principais;

              * Glândulas salivares, fígado e pâncreas: estruturas anexas.



VI. ETAPAS DA DIGESTÃO

·         Mecânica (dentes);

·         Química.



VII. A DIGESTÃO MECÂNICA

              *     Estrutura responsável: dentes;

·         Mastigação: redução do alimento;

·         Deglutição: ato de engolir;

·         Peristaltismo: contrações involuntárias do tubo digestório (empurrar o alimento até o estômago).





VIII. AÇÕES QUÍMICAS DA DIGESTÃO

·         Órgãos responsáveis: boca, estômago e intestino delgado;

·         Insalivação (enzimas)

                                   

                                    PTIALINA

      AMIDO------------------------------------------à MALTOSE

(polissacarídeo)           (enzima)                          (dissacarídeo)                     

 

·         Quimificação ( digestão de proteínas): alim. diger. estômago (QUIMO)

                                             

                                               PEPSINA

      PROTEÍNAS------------------------------------------à PEPTÍDEOS

                                                                      (enzima)                       (prot. menores)  



·         Quilificação (maioria dos resíduos químicos): vesícula biliar (emuls. gor ) 



                                              BILE

      LIPÍDIOS---------------------------------------à GORDURAS MENORES

                           (gorduras)                      (sais)  



IX. TEMPO E PERCURSO DO ALIMENTO (6,5 m)

·         BOCA: 5-30s (bolo alimentar) = 8 cm;

·         FARINGE E ESÔFAGO: 10s (alimento passa para o estômago) = 25 cm

·         ESTÔMAGO: 3 horas (digere o alimento) = 15 cm;

·         INTESTINO DELGADO: 3 horas (pasta líquida) = 4 a 5 m;

·         INTESTINO GROSSO: 6 horas a 2 dias (material não digerido) = 1,2 m;

·         RETO E ÂNUS: pouco tempo (passagem e elimin. do material não digerido).



X. O QUE SIGNIFICA COMER BEM?

              * Uma boa alimentação deve incluir 1 ou 2 produtos de cada tópico abaixo:

               1) CEREAIS: pão, massas, batata, mandioca e milho (carboidratos) e fibras (regulam o bom funcionamento do intestino);

               2) VERDURAS, LEGUMES E FRUTAS: vitaminas, carboidratos, sais e fibras;

               3) LEITE E DERIVADOS: iogurte, queijo. Fornecem cálcio, proteínas, vit. D, gordura e alguns sais minerais;

               4) CARNES: boi, ave, peixe, miúdos, ovos, leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, amendoim), castanha e nozes. Fornecem proteínas, lipídios, alguns sais minerais e algumas vit. do complexo B.



XI. ALGUNS TIPOS DE DIETAS ALIMENTARES

·         Emagrecer: o indivíduo se abstém de comer carboidratos e gorduras;

·         Engordar: o indivíduo inclui no seu hábito alimentar carboidratos, lipídios e  proteínas;

·         Manter o peso: o indivíduo controla a quantidade de carboidratos e lipídios.



Exercícios de sala





01.  Explique o que é nutrição. (2 linhas)

02.  Cite e explique as quatro etapas da nutrição. (2 linhas)

03.  Explique o que é digestão. (2 linhas)

04.  Cite os principais órgãos do sistema digestório. (2 linhas)

05.  Explique como ocorre o caminho do alimento ao longo do sist. digestório. (3 linhas)

06.  Onde, respectivamente, é produzido o quimo e o quilo? (2 linhas)

07.  Se você aplicasse em uma pessoa uma injeção que inibisse seu peristaltismo, inicialmente, o alimento teria dificuldade de chegar em que porção de seu tubo digestório? (1 linha)

08.  Onde ocorre a digestão de um bife de carne bovina e de uma porção de macarrão, respectivamente? (1 linha)

09.  Cite a função das seguintes enzimas:

a)      pepsina:

b)      tripsina:

      10. Qual a função de composto, como por exemplo, a bile e o suco pancreático?

COMPOSTOS ORGÂNICOS DA CÉLULA - PROTEÍNAS


PROTEÍNAS



  I. CONCEITO GERAL

              As proteínas são as moléculas orgânicas mais abundantes e importantes nas células e perfazem 50% ou mais de seu peso seco. São encontradas em todas as partes de todas as células, uma vez que são fundamentais sob todos os aspectos da estrutura e função celulares.

            Pertencem à classe dos peptídeos, pois são formadas por aminoácidos ligados entre si por ligações peptídicas. Uma ligação peptídica é a união do grupo amino (-NH 2 ) de um aminoácido com o grupo carboxila (-COOH) de outro aminoácido, através da formação de uma amida.     



II. COMPOSIÇÃO



            Todas contêm carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio, e quase todas contêm enxofre. Algumas proteínas contêm elementos adicionais, particularmente fósforo, ferro, zinco e cobre. Seu peso molecular é extremamente elevado.            



III. FUNÇÕES



            Elas exercem funções diversas, como:

            - Catalisadores;

            - Elementos estruturais (colágeno) e sistemas contráteis;

            - Armazenamento(ferritina); 

            - Veículos de transporte (hemoglobina); 

            - Hormônios; 

            - Anti-infecciosas (imunoglobulina);

            - Enzimáticas (lipases);

            - Nutricional (caseína);

            - Agentes protetores.



IV. CLASSIFICAÇÃO DAS PROTEÍNAS



            Quanto a Composição:

            - Proteínas Simples - Por hidrólise liberam apenas aminoácidos.

            - Proteínas Conjugadas - Por hidrólise liberam aminoácidos mais um radical não peptídico, denominado grupo prostético. Ex: metaloproteínas, hemeproteínas, lipoproteínas, glicoproteínas, etc.

 

            Quanto ao Número de Cadeias Polipeptídicas:

            - Proteínas Monoméricas - Formadas por apenas uma cadeia polipeptídica.

            - Proteínas Oligoméricas - Formadas por mais de uma cadeia polipeptídica; São as proteínas de estrutura e função mais complexas.

 



V. PROTEÍNAS HOMÓLOGAS



            São proteínas que desempenham a mesma função em tecidos ou em espécies diferentes. Estas proteínas possuem pequenas diferenças estruturais, reconhecíveis imunologicamente. 

            Os segmentos com seqüências diferentes de aminoácidos em proteínas homólogas são chamados "segmentos variáveis", e geralmente não participam diretamente da atividade da proteína. Os segmentos idênticos das proteínas homólogas são chamados "segmentos fixos", e são fundamentais para o funcionamento bioquímico da proteína.

 



VI. ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DAS PROTEÍNAS



            As proteínas possuem complexas estruturas espaciais, que podem ser organizadas em quatro níveis, crescentes em complexidade:



            1 - Estrutura Primária

            - Dada pela  seqüência de aminoácidos e ligações peptídicas da molécula.

            - É o nível estrutural mais simples e mais importante, pois dele deriva todo o arranjo espacial da molécula.

           

            2 - Estrutura Secundária

            - É dada pelo arranjo espacial de aminoácidos próximos entre si na seqüência primária da proteína.

            - É o último nível de organização das proteínas fibrosas, mais simples estruturalmente.



 3 - Estrutura Terciária

            - Dada pelo arranjo espacial de aminoácidos distantes entre si na seqüência polipeptídica.

            - É a forma tridimensional como a proteína se "enrola"



 4 - Estrutura Quaternária

            - Surge apenas nas proteínas oligoméricas.

            - Dada pela distribuição espacial de mais de uma cadeia polipeptídica no espaço, as subunidades da molécula.

   

VII. AMINOÁCIDOS

 

CARACTERÍSTICAS GERAIS:

            - São as unidades fundamentais das proteínas.

            - Todas as proteínas são formadas a partir da ligação em seqüência de apenas 20 aminoácidos.

            - Existem, além destes 20 aminoácidos principais, alguns aminoácidos especiais, que só aparecem em alguns tipos de proteínas.

            Os aminoácidos que intervêm na composição das proteínas (existem outros) são número de 20 e obedecem à estrutura geral representada na figura abaixo:




 

ESTRUTURA QUÍMICA GERAL:

            - Os 20 aminoácidos possuem características estruturais em comum, tais como:

            A presença de um carbono central, quase sempre assimétrico.

            Ligados a este carbono central, um grupamento carboxila, um grupamento amina e um átomo de hidrogênio.

            O quarto ligante é um radical chamado genericamente de "R", responsável pela diferenciação entre os 20 aminoácidos. É a cadeia lateral dos aminoácidos. É o radical "R" quem define uma série de características dos aminoácidos, tais como polaridade e grau de ionização em solução aquosa.

BOTÂNICA- VEGETAIS INFERIORES E SUPERIORES


BOTÂNICA



I. INTRODUÇÃO

           O reino vegetal abriga espécies de plantas de todos os tipos, tamanhos, cores e formas diferenciadas. Abriga ainda desde vegetais inferiores (briófitas e pteridófitas), como os superiores (gimnospermas e angiospermas).



II. CLASSIFICAÇÃO

a)     Quanto à presença de vasos condutores: avascular ---> Ex.: briófitas

                                                                      vasculares --> Ex.: a partir das pteridófitas



b)    Quanto à exposição dos gametas: criptógamos ---> Ex.: briófitas e pteridófitas

                                                           fanerógamos ---> Ex.: gimnospermas e angiospermas



c)     Quanto à estrutura reprodutora: gimnospermas ---> Ex.: pinheiros, sequóias, cedro

                                                        angiospermas ---> Ex.: árvores frutíferas em geral



III. BRIÓFITAS

           As briófitas (divisão Bryophyta) são pequenos vegetais que crescem sobre solo úmido, pedras ou troncos de árvores e, às vezes, na água doce. Os musgos constituem seus principais representantes. As briófitas são avasculares, ou seja, sem condutores de seiva. Por isto, é mais correto chamar essas estruturas de rizóides, caulóides e filóides.

Fase gametofítica bem desenvolvida e dominante

O esporófito (2n), menos desenvolvido e temporário, cresce sobre o gametófito e depende dele para a sua nutrição. No esporófito existem células que sofrem meiose, produzindo esporos.

. Classificação

Além da classe Musci, à qual pertencem os musgos, as briófitas são divididas em mais duas classes:

**** Hepaticae (hepáticas) - O nome dessa classe deve-se à forma de fígado do gametófito ( hepato ="fígado"). As hepáticas mais conhecidas pertencem ao gênero e sombreados. O gametângio fica na ponta de estruturas chamadas gemetóforos.

**** Anthocerotae (antóceros) - Podem ser exemplificados pelo gênero Anthoceros. O gametófito é folhoso, arredondado, multilobado, com cerca de dois centímetros e preso ao substrato por rizóides.





IV. PTERIDÓFITAS

           Ao contrário dos musgos e das algas, as pteridófitas são vegetais vasculares, isto é, possuem vasos condutores de seiva. A presença desses vasos caracteriza os vegetais traqueófitos (traqueo = "vaso"), representados pelas pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, que já apresentam raiz, caule e folhas.

           A planta propriamente dita (a fase duradoura) é o esporófito.

           Possui folhas grandes (frondes), geralmente divididas em folíolos; as folhas jovens ficam enroladas e são chamadas de báculos.

           O caule é subterrâneo ou fica rente ao solo, com crescimento horizontal. Este tipo de caule, que lembra uma raiz, é chamado rizoma.

           O gametófito é bem menos desenvolvido que o esporófito e, na maioria das espécies, é hermafrodita ou monóico, isto é possui, ao mesmo tempo, anterídios e arquegônios

. Classificação

Dentre as pteridòfitas destacamos duas divisões.

- Pterophyta (pterófitas) - Conhecidas também como filicíneas, as pterófitas correspondem às samambaias e às avencas.

- Lycophyta (licófitas) - Chamadas também de licopodíneas, as licófitas são representadas atualmente pela Selaginella e pela Lycopodium.



V. GIMNOSPERMAS

           O termo gimnosperma (gimno ="nu") significa que as sementes estão descobertas ou expostas. Elas não se encontram protegidas dentro de frutos, como nas angiospermas.

           Como referência de gimnospermas temos as coníferas, exemplificadas pelo pinheiro-europeu, pinheiro-do-paraná, cipreste, cedro-verdadeiro e pela sequóia. Entre as coníferas, o pinheiro é o mais familiar.

 . Classificação

Esses grupos são:

*  Conipherophyta:  os pinheiros, as araucárias , as sequóias, ciprestes;

*  Cycadophyta: as Cycas, Encephalatos, etc.;

*  Gnetophyta: o Gnetum; e

*  Gingkophyta: Único representante vivo é o Ginko biloba..

*   

VI. ANGIOSPERMAS

           As angiospermas são fanerógamas com flores típicas. No interior das flores, há folhas reprodutoras, os carpelos, que se fecham formando um vaso, onde as sementes irão se desenvolver (daí o nome do grupo: angio = "vaso"; esperma = "semente"). Após a fecundação, parte do carpelo se transforma em fruto, uma estrutura exclusiva desses vegetais.

. Classificação

           As angiospermas correspondem modernamente à divisão Anthophyta e podem ser subdivididas em duas classes: Monocotyledoneae (monocotiledôneas) e Dicotyledoneae (dicotiledôneas).

*** Monocotyledoneae: apresentam apenas um cotilédone, folhas com nervuras paralelas, flores trímeras e raiz fasciculada.



*** Dicotyledoneae: apresentam dois cotilédones, folhas com nervuras ramificadas, flores tetrâmeras e raiz axial.